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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Um dos meus últimos poemas

Se eu me for hoje
Quero ir com uma música
Não qualquer uma
Ela tem que ser bonita
E tem que falar de mim
Pros outros saberem
Quem fui e porque fui

As palavras não podem ser doces
Têm que ser amargas
Têm que lembrar de mim
De toda a dor que eu senti
E de todo o mal que me causaram
Foi a vida que eu levei
O destino que escolhi

Ponho o violão no braço
Toco o que me lembro
Esqueço o que tenho
Vem a dor e passa a cor

Grito rouco e louco
Parte de dentro
Fulminante e agudo
Como todo o saber
Que percorre meu infinito ser
Os caminhos da existência
Os meandros da persistência

Vem o mundo transparente
Saudoso e violento
Aprisiona a mente
E transforma a gente
Levando-nos ao abatimento
A melodia fúnebre fatal
Uma tortura banal

terça-feira, 1 de maio de 2012

Alienação

Essa música fala tão claramente sobre o processo de alienação que eu pensava que ela era o último hino dos países sub-desenvolvidos. A música menciona claramente, do início ao fim, que "todos moramos na América" e que ela é maravilhosa. Na segunda estrofe, por exemplo, o eu lírico torna-se a própria América, dizendo que ela é a condutora da dança, que pode controlar, mesmo que não seja necessário, mostrando "como as coisas realmente são" e protegendo-a dos passos errados. No final da música ele faz uma crítica ainda mais profunda à alienação, quando canta, em inglês, "Eu não canto na minha língua materna". Isso indica que, o domínio estadunidense se tornou tão intenso que a língua inglesa se tornou a língua oficial de todo o mundo, apesar de mesmo a maior parte da música ser em alemão.


Aqui pode ser encontrada a letra original e a tradução: http://letras.terra.com.br/rammstein/101007/#traducao

Minhas [des]ocupações mais valorosas...